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Notícias / Actividades
Programa cultural celebra fundação do Mosteiro das Chagas Imprimir e-mail
04-Nov-2019


A Santa Casa da Misericórdia de Lamego vai comemorar o 431º aniversário da fundação do Mosteiro das Chagas, do qual resta atualmente apenas a Igreja com o mesmo nome, com a realização de uma grande celebração no próximo dia 23 de novembro.
O programa do evento prevê a realização, à noite, de uma atuação musical “em louvor de Cristo Rei e da Imaculada Conceição” pelo grupo de canto gregoriano “Ançã-ble” e pelo Coro da Misericórdia. Ao final da tarde, às 18 horas, também é celebrada uma missa, presidida por D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego.
Em simultâneo, esta instituição de solidariedade social promove, ao longo do dia, um Curso de Formação de Canto Coral que propõe uma aprendizagem teórico-prática, motivando os cantores a procurar a formação necessária para o competente desempenho do seu ministério. Cuidar do aspeto vocal e da técnica de canto e recordar os princípios doutrinais para o canto na liturgia são os principais temas a abordar na formação que decorre no edifício-sede da Misericórdia.
Fundado por ordem de D. António Teles de Menezes, Bispo de Lamego, no antigo Campo do Tablado, o Mosteiro das Chagas iniciou-se com um grupo de sete clarissas, provenientes do Convento de Monchique da cidade do Porto, todas irmãs do Bispo. Mais tarde, muitas das capelas instituídas no Mosteiro ao longo dos séculos XVII e XVIII, bem como os respetivos recheios de escultura, foram doadas para o acervo do Museu de Lamego.
Resta agora a Igreja das Chagas, uma das mais belas joias do património arquitetónico existente na região do Douro, propriedade da Misericórdia de Lamego, depois de em 1911 um incêndio ter destruído o antigo templo desta irmandade.
 
Marques Luís pede “relação estável” com o Estado durante fórum sobre as misericórdias Imprimir e-mail
28-Out-2019



No ano em que comemora o seu 500º aniversário, a Santa Casa da Misericórdia de Lamego foi convidada a partilhar a sua longa experiência durante as Conferências do Museu de Lamego/CITCEM, um “fórum privilegiado de discussão e questionamento sobre o conhecimento que temos sobre o Douro e o seu património”. Dedicada à temática “Misericórdias no Douro: História, Arte e Património”, esta edição deu continuidade a um longo programa de atividades que tem vindo a ser desenvolvido, em parceria entre este Museu e a Misericórdia. “A longa existência desta Santa Casa testemunha a riqueza e a extensão de tantas vidas profundamente marcadas pelo exercício da misericórdia. Haverá causa mais nobre do que ter no seu coração os mais pobres, os mais desfavorecidos, os mais marginalizados?”, questionou o Provedor António Marques Luís, num texto enviado à organização.
Durante esta reflexão que também contou com a intervenção dos provedores das misericórdias de Vila Real e Carrazeda de Ansiães, Marques Luís valorizou a ligação “original e distinta de outras parcerias” que une o Estado e as misericórdias, em prol dos mais desprotegidos: “Trata-se de uma relação de cooperação, com mobilização combinada de recursos. Não é subcontratação, nem concessão, é prestação de serviços com financiamento aos utentes a quem ele é prestado”, esclarece.
As instituições particulares de solidariedade social (IPSS) são responsáveis, neste momento, por 3% do PIB e 6% do emprego no nosso país, pelo que é “urgente avaliar os custos reais e financiar as respostas sociais de acordo com esses custos, tratando de forma distinta o que não é igual. É imperioso fazê-lo e com urgência. Amanhã pode ser tarde para muitas instituições”. Na sua opinião, a solução poderá estar em reconsiderar os modelos de financiamento e conciliar “num triângulo virtuoso” o financiamento público, a responsabilidade das famílias e a sustentabilidade, através da avaliação dos custos reais de cada resposta social. No final, chamou ainda a atenção para um estudo elaborado recentemente pela CNIS, em parceria com a Universidade Católica, que revela que cerca de 60% das IPSS’s estão em asfixia e insolvabilidade financeira. “Temos que nos empenhar em que a relação entre o Estado e as Misericórdias seja económica, financeira, social e politicamente estável”, defende.

 
Atuação memorável do Coro no Santuário de Fátima Imprimir e-mail
22-Out-2019

A participação do Coro da Misericórdia de Lamego na celebração de uma eucaristia na Capelinha das Aparições constituiu um momento ímpar na vida de todos os membros e foi, por este motivo, vivido com muita fé e espiritualidade. Durante a Missa Votiva dos Santos Francisco e Jacinta Marto, que celebra a memória litúrgica dos mais jovens santos não mártires da Igreja Católica, este grupo coral interpretou vários cânticos litúrgicos, sobretudo marianos, destacando-se a polifonia a quatro vozes "Senhora nós vos louvamos", da autoria do Padre Manuel Faria. Dirigida pelo maestro Joel Valente, a atuação foi também acompanhada pelo organista Sílvio Vicente.
Durante o período da tarde, o coro participou numa ação formativa, orientada pelo departamento da música Sacra do Santuário. O programa da primeira deslocação ao Santuário de Fátima ficou completo com uma visita ao órgão de tubos da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, espaço de acesso muito restrito, e ao Museu do Santuário.
A comemorar o seu terceiro aniversário, a criação do Coro da Misericórdia de Lamego enquadrou-se na estratégia desta instituição de desenvolver e consolidar o seu contributo para o engrandecimento da vida cultural da cidade. A principal função é participar com um reportório eucarístico na missa dominical celebrada às 12 horas na Igreja das Chagas.
 
Pinto da Costa defende debate sobre a eutanásia na sociedade portuguesa Imprimir e-mail
21-Out-2019

Eutanásia, doente terminal, testamento vital e suicídio assistido. Mais de 100 pessoas aceitaram o convite da Misericórdia de Lamego na última sexta-feira, dia 18, para ouvir as reflexões do médico legista mais conhecido no país sobre estes temas que dividem a sociedade portuguesa e são de grande complexidade ética. “A eutanásia é um problema que se afigura cada vez mais relevante. O mundo hoje afasta-se de legislar sobre esta matéria e aproxima-se do suicídio assistido que exige que o individuo seja maior, consciente e assuma a efetiva vontade de morrer”, explica José Pinto da Costa, antigo diretor do Instituto de Medicina Legal do Porto e professor catedrático.
Recorrendo a uma linguagem simples e sempre com muito humor, Pinto da Costa defendeu que os portugueses devem ter a “consciência exata” do que é a eutanásia, proibida em Portugal, para “saberem aquilo que querem”. Defende por isso que esta prática deve originar um profundo debate com o objetivo de esclarecer que pode compreender três níveis distintos: eutanásia voluntária, eutanásia não voluntária e eutanásia involuntária. “Esta questão existe na sociedade”, alerta o especialista em Medicina Legal.
Posição muito diferente foi adotada pelo Estado suíço que descriminalizou a assistência ao suicídio, quando pedido por pessoas que padeçam de uma doença incurável e que provoque um sofrimento atroz. As pessoas que sofrem de depressão estão, no entanto, proibidas de recorrer a este procedimento. Em Portugal, o Código Penal não prevê o suicídio assistido, pelo que o incitamento ou a ajuda ao suicídio são punidos com uma pena de prisão de até três anos.
Com duas horas de duração, José Pinto da Costa ainda teve tempo para abordar no final da tertúlia “Projetos de Fim de Vida” a lei do testamento vital, através da qual as “pessoas têm a capacidade legal de, atempadamente, decidir que não querem ter cuidados médicos”, admitindo, no entanto, o estatuto de objetor de consciência, bem como os cuidados paliativos que exigem “uma entrega, um prazer espiritual para lidar com o outro com amor”.

 
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