Património
09-Abr-2008

A primeira Irmandade da Misericórdia foi fundada por mercê de D. Leonor de Lencastre, em Lisboa, a 15 de Agosto de 1498, tendo por invocação a Virgem Maria da Misericórdia.

Esta instituição nasceu da necessidade de dar resposta a uma coordenação do apoio dado por inúmeras instituições da época, que se dedicavam à caridade na recolha de esmolas e pão para os mais necessitados.

Foi elaborado o Compromisso, tornando-se o documento regulador de todas as outras irmandades que viriam a ser fundadas em todo o país, ao longo de séculos. Um outro Compromisso, mais completo, data de 1645, e aí se encontram discriminados diversos regulamentos de acção, inclusive o das procissões da responsabilidade das Misericórdias.

Era denominada como “pessoa” religiosa, moral, colegial, com o apoio régio, pelo que sempre manteve o carácter religioso da instituição inicial, podendo ter uma determinada autonomia de acção face a decisões e à eleição dos Mesários mas, nunca perdendo o carácter eclesial que lhe serviu de base.

No início da fundação, as Misericórdias contavam com a nomeação de 100 homens, bons, virtuosos e de boa fama, como dizia o Compromisso, que eram eleitos na festa de Nossa Senhora da Visitação, a 2 de Julho. O ideal de vida dos irmãos era o cumprimento rigoroso das Obras da Misericórdia, tanto corporais como espirituais, junto dos pobres e marginalizados da época, num espírito de humildade, obediência e serviço a Deus e ao próximo, sempre identificados com o carácter caritativo.

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